{"id":1563,"date":"2023-12-18T15:50:11","date_gmt":"2023-12-18T15:50:11","guid":{"rendered":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/?p=1563"},"modified":"2023-12-20T14:58:15","modified_gmt":"2023-12-20T14:58:15","slug":"como-olho-para-meu-prato-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/como-olho-para-meu-prato-hoje\/","title":{"rendered":"Como Olho para meu Prato Hoje"},"content":{"rendered":"<p><strong>1. PRIMEIRAS PALAVRAS<\/strong><\/p>\n<p>Venho de uma fam\u00edlia de agricultores, minha fam\u00edlia vive h\u00e1 mais de cem anos nas terras imperais de um dos dotes da Princesa Isabel e do Pr\u00edncipe consorte Conde D\u2019Eu, precisamente hoje, no s\u00e9culo XXI, Jaragu\u00e1 do Sul \u2013 nordeste do Estado de Santa Catarina. Esta frase introdut\u00f3ria n\u00e3o se reporta a uma constru\u00e7\u00e3o de superioridade, mas quer assinalar que somos uma fam\u00edlia de imigrantes que veio ao Brasil e aqui se instalou l\u00e1 nos 1800 por meio de pol\u00edticas imperiais de coloniza\u00e7\u00e3o e de branqueamento do Brasil escravizado e genocida dos povos ind\u00edgenas que, nesta regi\u00e3o e demais partes desse Estado, foram preconceituosamente denominados pela historiografia e popula\u00e7\u00e3o local de \u201c\u00edndios botocudos\u201d.<\/p>\n<p>Minha liga\u00e7\u00e3o com a terra se d\u00e1 desde sempre, mas inscrita num cen\u00e1rio brasileiro de debanda \u00e0 cidade, l\u00e1 nos anos de 1980, me tornei uma profissional do mundo urbano \u2013 com forma\u00e7\u00e3o em biblioteconomia e documenta\u00e7\u00e3o, professora do campo; ensino os estudantes, mulheres e homens, a amar o mundo do livro, o mundo do conhecimento.<\/p>\n<p>A terra dos meus antepassados, que piso ainda hoje, na criancice e na adolesc\u00eancia era geradora de sentidos e sentimentos de inferioridade. A agricultura, n\u00e3o somente na nossa cidade como no Brasil, era compreendida como atividade ou ocupa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o uma profiss\u00e3o. Esse estado simb\u00f3lico de todo n\u00e3o est\u00e1 banido, mas, a partir da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 no pa\u00eds, se passou a construir e denominar aqueles e aquelas que trabalham na terra como agricultores e agricultoras.<\/p>\n<p>Na esteira desta minha breve apresenta\u00e7\u00e3o pessoal-profissional, o objetivo deste texto \u00e9 na forma escrita compartilhar com leitores e leitoras minha participa\u00e7\u00e3o na Comunidade que Sustenta Agricultores (CSA), S\u00edtio Saraqu\u00e1 \u2013 Munic\u00edpio de Angelina, cidade que integra a Grande Florian\u00f3polis (SC) \u2013, mais especificamente narrar como o t\u00edtulo sugere: Como Olho para meu Prato hoje, isso circunscrito \u00e0 minha participa\u00e7\u00e3o no curso \u201cCSA \u2013 Comunidade que Sustenta a Agricultura \u2013 no II Ciclo de Forma\u00e7\u00e3o em Pr\u00e1ticas Comunit\u00e1rias\u201d, de agosto a dezembro de 2022. O conte\u00fado deste texto margeia minha ades\u00e3o \u00e0 Comunidade, delineia o S\u00edtio, o meu conhecer sobre a CSA, Sitio Saraqu\u00e1, e minha descoberta: Agricultura \u2013 agricultor(a) e meu prato.<\/p>\n<p><strong>2 ADES\u00c3O \u00c0 COMUNIDADE QUE SUSTENTA A AGRICULTURA \u2013 S\u00cdTIO SARAQU\u00c1<\/strong><\/p>\n<p>O S\u00edtio est\u00e1 sob a responsabilidade da T\u00e2nea e do Vitor e, como \u00e9 poss\u00edvel conferir no site, \u201c[&#8230;] produzem alimentos org\u00e2nicos certificados, al\u00e9m de seguirem e promoverem os princ\u00edpios da agroecologia [&#8230;]\u201d (&lt;https:\/\/saraqua.com.br\/&gt;).<\/p>\n<p>A cidade de Angelina dista cerca de 80 Km da capital catarinense, \u00e9 de l\u00e1 que vem a cada semana os nossos alimentos cultivados no s\u00edtio ou adquiridos por meio de parcerias que Vitor e T\u00e2nea mant\u00eam. Este ir e vir do Vitor a cada semana me lembra as pr\u00e1ticas de venda de verduras na cidade pelo meu pai, em Jaragu\u00e1 do Sul, nos idos anos de 1970\/80. Como l\u00e1, nos tempos do meu pai, o dia da entrega dos alimentos nos pontos em Florian\u00f3polis \u2013 Centro, Itacorubi e Campeche (sul da ilha) \u2013, \u00e9 precedido por toda uma cadeia: colheita, higieniza\u00e7\u00e3o, sele\u00e7\u00e3o, empacotamento, ou seja, um processo trabalhoso e repetitivo. A vida do(a) agricultor(a) \u00e9 de sol a sol, chuva a chuva.<\/p>\n<p>Diferente do trabalhador urbano, n\u00e3o tem fim de semana ou hora demarcada para os\u00a0 trabalhos. Por outro lado, h\u00e1 um descont\u00ednuo, o sol e as chuvas marcam o passo a passo do seu trabalho.<\/p>\n<p>Vivenciei a lida da ro\u00e7a, uma agricultura de subsist\u00eancia e familiar, com meus pais, irm\u00e3s e irm\u00e3o at\u00e9 pr\u00f3ximo aos 18 anos, para depois ingressar em curso superior e viver no ambiente urbano at\u00e9 hoje. Pude experienciar, por volta de 1975, a passagem da pr\u00e1tica de uma agricultura sem agroqu\u00edmicos \u00e0 pr\u00e1tica do plantio em grande escala \u2013 a monocultura da batata, do tomate, do piment\u00e3o e da banana. Esse tipo de agricultura foi introduzido em Jaragu\u00e1 do Sul por fam\u00edlias nip\u00f4nicas que arrendavam muitas terras e contratavam m\u00e3o de obra tempor\u00e1ria para plantio, manuten\u00e7\u00e3o e colheita. Para o meu pai, assim como muitos da regi\u00e3o com filhos que foram para cidade, a ado\u00e7\u00e3o da monocultura tamb\u00e9m foi uma solu\u00e7\u00e3o para driblar a falta da m\u00e3o de obra familiar. No nosso caso, todas n\u00f3s mulheres, e tamb\u00e9m meu irm\u00e3o, migramos para a cidade e meu pai continuou sua lida de agricultor e na agricultura de pequena escala, passando a usar adubos qu\u00edmicos e defensivos agr\u00edcolas adquiridos na cooperativa local ou nas ditas agropecu\u00e1rias.<\/p>\n<p>Como dito em outro momento, minha liga\u00e7\u00e3o com a terra se deu desde sempre e, recentemente, retomamos idas e vindas ao s\u00edtio da minha m\u00e3e para poss\u00edveis plantios, adotando pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas e mudando modos de plantar como, por exemplo, n\u00e3o mais arar a terra como preparo, mas adotando o plantio direto e uso de adubo verde para regenerar a terra exaurida pelos defensivos agr\u00edcolas, usados na planta\u00e7\u00e3o de bananas por meu pai em seus \u00faltimos anos de vida. Conhecer a CSA foi um MARCO de uma conscientiza\u00e7\u00e3o do quanto meu pai e n\u00f3s faz\u00edamos tudo sozinhos: o plantio, a colheita, o preparo e a venda de tudo aquilo que se plantava.<\/p>\n<p>A engenharia social CSA a cada dia me coloca em contato com meu passado de agricultora l\u00e1 de outros tempos e, por outro lado, me conscientiza, no presente, que tudo aquilo com o que me alimento tem a terra, o ar, a \u00e1gua, o sol. Todos esses elementos juntos produzem, como aprendi na CSA, res\u00edduo, dito em outras palavras, produz registro, hist\u00f3ria, li\u00e7\u00f5es e possibilita planejar futuros.<\/p>\n<p><strong>3 UM MUNDO A CONHECER: CSA<\/strong><\/p>\n<p>Ingressei na Comunidade que Sustenta a Agricultura h\u00e1 quase um ano \u2013 mas ouvi sobre essa organiza\u00e7\u00e3o l\u00e1 por 2018, ou mesmo antes por meio da minha irm\u00e3 g\u00eamea, que atua no campo da nutri\u00e7\u00e3o e desde 2019 \u00e9 participante ativa CSA Sitio Saraqu\u00e1. Incialmente, apenas ouvia relatos sobre a din\u00e2mica, isto \u00e9, a cada ter\u00e7a-feira ela tinha um compromisso com o grupo na organiza\u00e7\u00e3o e na partilha propriamente dita. Foi somente em 2021, no segundo semestre, que me associei com apenas uma cota e fui aos poucos me inteirando e querendo saber como funcionava, qual a abordagem pol\u00edtica, etc.<\/p>\n<p>Enquanto co-agricultora que retirava sua cota a cada semana, de modo muito lento fui compreender o conceito CSA, as pr\u00e1ticas comunit\u00e1rias no dia das partilhas e nos ditos encontros no s\u00edtio \u2013 mutir\u00e3o, dias de campo\/festas. Um passo importante foi o convite para participar do cora\u00e7\u00e3o dessa CSA, ou melhor, no grupo da coordena\u00e7\u00e3o. Neste lugar a dimens\u00e3o \u00e9 outra, o espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o cotidiana \u00e9 radicalmente diferente. O n\u00facleo cora\u00e7\u00e3o, como a express\u00e3o j\u00e1 aponta, traz e movimenta os bastidores da CSA, \u00e9 l\u00e1 que fica patente a complexidade dessa engenharia social. Se, por um lado \u00e9 simples, por outro mostra a for\u00e7a presente no conhecimento que cada integrante do n\u00facleo traz, imprime e compartilha para que a partilha aconte\u00e7a a cada semana. Mas n\u00e3o s\u00f3 isso, explicita a complexidade que \u00e9 fazer agricultura: o plantar e colher e como organizacionalmente o produto chega ao prato do co-agricultor, na linguagem CSA.<\/p>\n<p>Nessa trilha iniciada, o mundo CSA foi mais uma vez ampliado com a inscri\u00e7\u00e3o no curso \u201cCSA \u2013 Comunidade que Sustenta a Agricultura \u2013 no II Ciclo de Forma\u00e7\u00e3o em Pr\u00e1ticas Comunit\u00e1rias\u201d, j\u00e1 citado. Um mundo novo CSA que possibilitou revisitar um outro mundo esquecido de filha de agricultores familiares. \u00c0 medida que o curso foi avan\u00e7ando, desfilava diante de mim muitas cenas dos trabalhos agr\u00edcolas da minha fam\u00edlia, a forma laboral solit\u00e1ria do plantio, a observa\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a apreens\u00e3o e o cuidado at\u00e9 a venda da planta\u00e7\u00e3o de milho, arroz, ou mesmo a venda de animais \u2013 o dia a dia do trabalho sol a sol, chuva a chuva. O que vivia naquele momento<br \/>\nera o que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o tinha compreendido, o ensinamento de Rudolf Steiner (1924) ao dizer que \u201cA agricultura \u00e9 o fundamento de toda cultura, tem a ver com todos\u201d e ap\u00f3s a leitura da obra de Virginia Mendon\u00e7a Knabben (2017), Ana Primavesi: hist\u00f3rias de vida e agroecologia, quando tacitamente afirma que \u201cO solo \u00e9 o Alfa e o \u00d4mega\u201d de tudo. A partir disso compreendi que o meu prato tem muita vida, como passo a narrar na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4 COMO OLHO PARA MEU PRATO HOJE<\/strong><\/p>\n<p>Estava imersa no curso e j\u00e1 quase finalizando quando foi proposto que cada participante elaborasse ou escrevesse um texto no formato de trabalho de conclus\u00e3o de curso, e em um estalo veio a mim \u2013 \u201cEureka\u201d Como Olho para meu Prato Hoje, uma percep\u00e7\u00e3o a qual nunca havia dado nome e um entendimento \u2013 Quem, O que, Como e Onde come\u00e7a meu prato. Eu, filha de agricultores, n\u00e3o tinha em mente minha percep\u00e7\u00e3o do processo e do mundo sobre aquilo que me alimentou e alimenta. EMOCIONANTE essa percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em um processo de rememora\u00e7\u00e3o, voltei \u00e0s ter\u00e7as-feiras e sextas-feiras, mas n\u00e3o sem antes lembrar que nas segundas-feiras (entre 12h e 15h e, quando preciso, no fim da noite) todos n\u00f3s, filho e filhas, que ainda estavam na agricultura, \u00e9ramos respons\u00e1veis por higienizar e selecionar os tomates, piment\u00f5es, etc&#8230; para serem acomodados em caixas para, no dia seguinte, meu pai entregar nas casas (devidamente definidas) na cidade.<\/p>\n<p>Na mesma esteira, participantes da CSA S\u00edtio Saraqu\u00e1, \u00e0s ter\u00e7as-feiras, quando nossos agricultores v\u00eam para a cidade \u2013 distribuem em cada ponto de partilha: Centro, Campeche e Itacorubi os cultivos \u2013, estou ciente Quem, O que, Como e de Onde vem aquilo que coloco no meu prato e no prato da minha fam\u00edlia \u2013 e retomo neste saber o sabor de uma agricultura pautada nos 10 Princ\u00edpios CSA: ajuda m\u00fatua; diversifica\u00e7\u00e3o da cultura; aceita\u00e7\u00e3o de alimentos da \u00e9poca; APRE\u00c7O e n\u00e3o pre\u00e7o \u2013 um cap\u00edtulo \u00e0 parte; cria\u00e7\u00e3o e aprofundamento de rela\u00e7\u00f5es de amizade; distribui\u00e7\u00e3o independente (autodistribui\u00e7\u00e3o); organiza\u00e7\u00e3o compartilhada (gest\u00e3o); aprendizagem m\u00fatua (torna a vida mais leve); manter tamanho apropriado com cultivo e consumo local que promovem uma estabilidade e dignidade para os AGRICULTORES e aqueles que adquirem seus cultivos. Dito de outro modo, teoria e pr\u00e1tica,\u00a0 pr\u00e1tica e teoria, s\u00e3o movimentadas por pessoas e reverberam um meio ambiente equilibrado \u2013 vida com sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>5 UM FINAL PARA ESTE ESCRITO<\/strong><\/p>\n<p>O objetivo deste texto era compartilhar com leitores e leitoras minha participa\u00e7\u00e3o na Comunidade que Sustenta Agricultores (CSA), S\u00edtio Saraqu\u00e1, e mais especificamente narrar como olho para meu prato hoje, atenta \u00e0 minha participa\u00e7\u00e3o no curso \u201cCSA \u2013 Comunidade que Sustenta a Agricultura \u2013 no II Ciclo de Forma\u00e7\u00e3o em Pr\u00e1ticas Comunit\u00e1rias\u201d, realizado de agosto a dezembro de 2022.<\/p>\n<p>Ao dar uma reda\u00e7\u00e3o finalizante, mas n\u00e3o esgotada, quero acrescentar que, para al\u00e9m de outro entendimento \u00e0quilo que faz parte do nosso \u201cse alimentar\u201d na minha fam\u00edlia, os ensinamentos CSA\u2019s refletem-se ainda na diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de lixo dom\u00e9stico seco (menos embalagens), aproveitamento mais variado dos cultivos, menos desperd\u00edcio. Mesmo que sempre tenha prestado aten\u00e7\u00e3o a esse quesito por heran\u00e7a cultural, em muito qualifiquei com este modo de fazer no meu dia a dia.<\/p>\n<p>O tempo, nas palavras de Raduan Nassar, \u00e9 um pomo ex\u00f3tico distribu\u00eddo equitativamente entre todos e tudo. Na agricultura o tempo \u00e9 a justa medida para plantar, colher, preparar e alimentar. O tempo traz diferentes culturas no seu tempo e por isso mesmo nos proporciona mais sa\u00fade e alegria de viver. Por fim, mas muito importante lembrar, cabe refletir que comida \u00e9 saber, sabor e mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>FONTES BIBLIOGR\u00c1FICAS (IMPRESSAS &amp; DIGITAIS)<\/p>\n<p>NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica. S\u00e3o Paulo: Cia das Letras, 1989.<br \/>\nKNABBEN, Virg\u00ednia Mendon\u00e7a. Ana Primavesi: hist\u00f3rias de vida e agroecologia.<br \/>\n2.ed. ampliada. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o Popular, 2017.<br \/>\nPRIMAVESI, Ana. Manual do solo vivo: solo sadio planta sadia ser humano sadio.<br \/>\n2.ed. revisada. S\u00e3o Paulo: Express\u00e3o popular, 2017.<br \/>\nS\u00cdTIO SARAQU\u00c1. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/saraqua.com.br\/&gt;. Acesso em: 18 jan. 2023.<\/p>\n<p>\u00b9. Co-agricultora CSA S\u00edtio Saraqu\u00e1 \u2013 Angelina, Estado de Santa Catarina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gisela Eggert &#8211; Steindel\u00b9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56,37,65,50,39],"tags":[64],"class_list":["post-1563","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historias-de-csa","category-alimentacao","category-biblioteca","category-csa-brasil","category-vivencias","tag-depoimento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1563"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1565,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1563\/revisions\/1565"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}