{"id":460,"date":"2015-10-16T11:33:05","date_gmt":"2015-10-16T11:33:05","guid":{"rendered":"http:\/\/csabrasil.org\/csa\/?p=460"},"modified":"2015-12-20T03:32:15","modified_gmt":"2015-12-20T03:32:15","slug":"receitas-e-pancs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/csabrasil.org\/csa\/receitas-e-pancs\/","title":{"rendered":"Receitas e PANCs"},"content":{"rendered":"<p>Plantas Aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais:<\/p>\n<p>Atualmente muito se tem falado sobre as Plantas Aliment\u00edcias n\u00e3o Convencionais (PANC). Mas o que elas s\u00e3o?<\/p>\n<p>O termo PANC foi cunhado pelo pesquisador Valdely Kinupp. S\u00e3o plantas que, por um desinteresse comercial, apesar da sazonalidade, n\u00e3o s\u00e3o encontradas em mercados e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz o uso corrente. Tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas como \u201cinvasoras\u201d, \u201cmatos\u201d, \u201cdaninhas\u201d, por ficarem em locais onde as pessoas \u201cacham\u201d que n\u00e3o devem ou n\u00e3o podem estar, mas que apesar disso s\u00e3o esp\u00e9cies com grande import\u00e2ncia aliment\u00edcia. Tamb\u00e9m \u00e9 importante ressaltar que, na realidade, muitas delas eram cultivadas principalmente por popula\u00e7\u00f5es tradicionais, que preservam o seu conhecimento acerca de seu cultivo e consumo, passando-o de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando falamos sobre as esp\u00e9cies que s\u00e3o consideradas n\u00e3o convencionais, n\u00e3o podemos deixar de refor\u00e7ar todas as que eram encontradas com abundancia em diversas regi\u00f5es do pa\u00eds ou do mundo, e que j\u00e1 foram, e ainda s\u00e3o perdidas, pela falta de espa\u00e7os que foram tomados pela monocultura ou pelo concreto das cidades.<br \/>\nPor isso devemos resgatar e garantir o h\u00e1bito regional e preservar toda a fitobiodiversidade. Precisamos tamb\u00e9m, incentivar e reavivar o seu consumo, pois al\u00e9m de toda a riqueza nutricional, n\u00e3o podemos esquecer que como s\u00e3o plantas nativas, de f\u00e1cil cultivo, podem alimentar milhares de pessoas que nem sempre tem o acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o completa e balanceada.<\/p>\n<p>Exemplificando, a ora-pro-nobis que para muita gente \u00e9 apenas \u201cmato\u201d, pertence a\u00a0 fam\u00edlia das cact\u00e1ceas, sendo a \u00fanica da fam\u00edlia que tem folhas.\u00a0 Seu nome deriva do latim, que significa \u201crogai por n\u00f3s\u201d. Segundo tradi\u00e7\u00f5es populares, o nome teria sido criado por escravos que tentavam colher a planta ao redor das igrejas enquanto os padres rezavam o ora pro nobis. Como possuem espinhos no caule, os padres as utilizavam como cerca viva. Ela chega a\u00a0 ter 25% de prote\u00edna quando desidratada, al\u00e9m disso, cont\u00e9m vitaminas A, B, C, fibras, c\u00e1lcio e ferro. As folhas secas e mo\u00eddas s\u00e3o usadas em diferentes receitas, especialmente em sopas, omeletes, tortas e refogados.<\/p>\n<p>Fettuccine enriquecido com ora-pro-nobis<br \/>\nIngredientes<\/p>\n<p>\u2013 1Kg farinha de trigo<br \/>\n\u2013 2 ovos<br \/>\n\u2013 475mL de \u00e1gua<br \/>\n\u2013 1 colher de sopa de sal<br \/>\n\u2013 20g de ora-pro-nobis desidratado.<\/p>\n<p>Modo de preparo:<\/p>\n<p>1.\u00a0 \u00a0 Em uma vasilha, misture os ovos, \u00e1gua, sal e ora pro nobis desidratada e, por \u00faltimo, v\u00e1 juntando a farinha aos poucos at\u00e9 que a massa desgrude da m\u00e3o.<br \/>\n2.\u00a0 \u00a0 Passe a massa pelo cilindro, at\u00e9 que ela fique bem lisa e da espessura de sua prefer\u00eancia.<br \/>\n3.\u00a0 \u00a0 Deixe-a descansar em uma pr\u00e9-secagem para que n\u00e3o grude antes de cortar no tipo da massa que lhe agrade (fettuccine, spaghetti, fusilli etc.).<br \/>\n4.\u00a0 \u00a0 Espalhe seu fettuccine em uma mesa, para o t\u00e9rmino da secagem. Depois de seco, leve-o para uma panela com \u00e1gua fervente e um \u201cfio\u201d de \u00f3leo por 10 a 15 minutos, escorra e acrescente o molho de sua prefer\u00eancia.<br \/>\n5.\u00a0 \u00a0 O macarr\u00e3o, depois de seco, pode ser armazenado em sacos pl\u00e1sticos bem fechados, por at\u00e9 20 dias.<\/p>\n<p>Referencias:<br \/>\n\u2013 KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas Aliment\u00edcias N\u00e3o Convencinais (PANCs) no Brasil: guia de identifica\u00e7\u00e3o, aspectos nutricionais e receitas ilustradas. Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda., S\u00e3o Paulo, 2014, 768 p.<br \/>\n\u2013 RIGO. N. <a href=\"http:\/\/come-se.blogspot.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">come-se.blogspot.com<\/a> (S\u00e3o Paulo)<br \/>\n-DIZ.O.M- OFICINA DE CULIN\u00c1RIA ESPECIAL PARA XI SEMANA DE FITOTERAPIA. CATI-S\u00e3o Paulo, 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por: Ariel De Andrade Molina e Mariana Passos Bechelli<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plantas Aliment\u00edcias n\u00e3o convencionais: Atualmente muito se tem falado sobre as Plantas Aliment\u00edcias n\u00e3o Convencionais (PANC). Mas o que elas s\u00e3o? O termo PANC foi cunhado pelo pesquisador Valdely Kinupp. S\u00e3o plantas que, por um desinteresse comercial, apesar da sazonalidade, n\u00e3o s\u00e3o encontradas em mercados e a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz o uso corrente. 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