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	<title>CSA BRASIL</title>
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	<description>Comunidade que Sustenta a Agricultura</description>
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		<title>Como Olho para meu Prato Hoje</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 15:50:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Histórias de CSA]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Gisela Eggert - Steindel¹]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. PRIMEIRAS PALAVRAS</strong></p>
<p>Venho de uma família de agricultores, minha família vive há mais de cem anos nas terras imperais de um dos dotes da Princesa Isabel e do Príncipe consorte Conde D’Eu, precisamente hoje, no século XXI, Jaraguá do Sul – nordeste do Estado de Santa Catarina. Esta frase introdutória não se reporta a uma construção de superioridade, mas quer assinalar que somos uma família de imigrantes que veio ao Brasil e aqui se instalou lá nos 1800 por meio de políticas imperiais de colonização e de branqueamento do Brasil escravizado e genocida dos povos indígenas que, nesta região e demais partes desse Estado, foram preconceituosamente denominados pela historiografia e população local de “índios botocudos”.</p>
<p>Minha ligação com a terra se dá desde sempre, mas inscrita num cenário brasileiro de debanda à cidade, lá nos anos de 1980, me tornei uma profissional do mundo urbano – com formação em biblioteconomia e documentação, professora do campo; ensino os estudantes, mulheres e homens, a amar o mundo do livro, o mundo do conhecimento.</p>
<p>A terra dos meus antepassados, que piso ainda hoje, na criancice e na adolescência era geradora de sentidos e sentimentos de inferioridade. A agricultura, não somente na nossa cidade como no Brasil, era compreendida como atividade ou ocupação e não uma profissão. Esse estado simbólico de todo não está banido, mas, a partir da Constituição de 1988 no país, se passou a construir e denominar aqueles e aquelas que trabalham na terra como agricultores e agricultoras.</p>
<p>Na esteira desta minha breve apresentação pessoal-profissional, o objetivo deste texto é na forma escrita compartilhar com leitores e leitoras minha participação na Comunidade que Sustenta Agricultores (CSA), Sítio Saraquá – Município de Angelina, cidade que integra a Grande Florianópolis (SC) –, mais especificamente narrar como o título sugere: Como Olho para meu Prato hoje, isso circunscrito à minha participação no curso “CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura – no II Ciclo de Formação em Práticas Comunitárias”, de agosto a dezembro de 2022. O conteúdo deste texto margeia minha adesão à Comunidade, delineia o Sítio, o meu conhecer sobre a CSA, Sitio Saraquá, e minha descoberta: Agricultura – agricultor(a) e meu prato.</p>
<p><strong>2 ADESÃO À COMUNIDADE QUE SUSTENTA A AGRICULTURA – SÍTIO SARAQUÁ</strong></p>
<p>O Sítio está sob a responsabilidade da Tânea e do Vitor e, como é possível conferir no site, “[&#8230;] produzem alimentos orgânicos certificados, além de seguirem e promoverem os princípios da agroecologia [&#8230;]” (&lt;https://saraqua.com.br/&gt;).</p>
<p>A cidade de Angelina dista cerca de 80 Km da capital catarinense, é de lá que vem a cada semana os nossos alimentos cultivados no sítio ou adquiridos por meio de parcerias que Vitor e Tânea mantêm. Este ir e vir do Vitor a cada semana me lembra as práticas de venda de verduras na cidade pelo meu pai, em Jaraguá do Sul, nos idos anos de 1970/80. Como lá, nos tempos do meu pai, o dia da entrega dos alimentos nos pontos em Florianópolis – Centro, Itacorubi e Campeche (sul da ilha) –, é precedido por toda uma cadeia: colheita, higienização, seleção, empacotamento, ou seja, um processo trabalhoso e repetitivo. A vida do(a) agricultor(a) é de sol a sol, chuva a chuva.</p>
<p>Diferente do trabalhador urbano, não tem fim de semana ou hora demarcada para os  trabalhos. Por outro lado, há um descontínuo, o sol e as chuvas marcam o passo a passo do seu trabalho.</p>
<p>Vivenciei a lida da roça, uma agricultura de subsistência e familiar, com meus pais, irmãs e irmão até próximo aos 18 anos, para depois ingressar em curso superior e viver no ambiente urbano até hoje. Pude experienciar, por volta de 1975, a passagem da prática de uma agricultura sem agroquímicos à prática do plantio em grande escala – a monocultura da batata, do tomate, do pimentão e da banana. Esse tipo de agricultura foi introduzido em Jaraguá do Sul por famílias nipônicas que arrendavam muitas terras e contratavam mão de obra temporária para plantio, manutenção e colheita. Para o meu pai, assim como muitos da região com filhos que foram para cidade, a adoção da monocultura também foi uma solução para driblar a falta da mão de obra familiar. No nosso caso, todas nós mulheres, e também meu irmão, migramos para a cidade e meu pai continuou sua lida de agricultor e na agricultura de pequena escala, passando a usar adubos químicos e defensivos agrícolas adquiridos na cooperativa local ou nas ditas agropecuárias.</p>
<p>Como dito em outro momento, minha ligação com a terra se deu desde sempre e, recentemente, retomamos idas e vindas ao sítio da minha mãe para possíveis plantios, adotando práticas agroecológicas e mudando modos de plantar como, por exemplo, não mais arar a terra como preparo, mas adotando o plantio direto e uso de adubo verde para regenerar a terra exaurida pelos defensivos agrícolas, usados na plantação de bananas por meu pai em seus últimos anos de vida. Conhecer a CSA foi um MARCO de uma conscientização do quanto meu pai e nós fazíamos tudo sozinhos: o plantio, a colheita, o preparo e a venda de tudo aquilo que se plantava.</p>
<p>A engenharia social CSA a cada dia me coloca em contato com meu passado de agricultora lá de outros tempos e, por outro lado, me conscientiza, no presente, que tudo aquilo com o que me alimento tem a terra, o ar, a água, o sol. Todos esses elementos juntos produzem, como aprendi na CSA, resíduo, dito em outras palavras, produz registro, história, lições e possibilita planejar futuros.</p>
<p><strong>3 UM MUNDO A CONHECER: CSA</strong></p>
<p>Ingressei na Comunidade que Sustenta a Agricultura há quase um ano – mas ouvi sobre essa organização lá por 2018, ou mesmo antes por meio da minha irmã gêmea, que atua no campo da nutrição e desde 2019 é participante ativa CSA Sitio Saraquá. Incialmente, apenas ouvia relatos sobre a dinâmica, isto é, a cada terça-feira ela tinha um compromisso com o grupo na organização e na partilha propriamente dita. Foi somente em 2021, no segundo semestre, que me associei com apenas uma cota e fui aos poucos me inteirando e querendo saber como funcionava, qual a abordagem política, etc.</p>
<p>Enquanto co-agricultora que retirava sua cota a cada semana, de modo muito lento fui compreender o conceito CSA, as práticas comunitárias no dia das partilhas e nos ditos encontros no sítio – mutirão, dias de campo/festas. Um passo importante foi o convite para participar do coração dessa CSA, ou melhor, no grupo da coordenação. Neste lugar a dimensão é outra, o espaço de construção cotidiana é radicalmente diferente. O núcleo coração, como a expressão já aponta, traz e movimenta os bastidores da CSA, é lá que fica patente a complexidade dessa engenharia social. Se, por um lado é simples, por outro mostra a força presente no conhecimento que cada integrante do núcleo traz, imprime e compartilha para que a partilha aconteça a cada semana. Mas não só isso, explicita a complexidade que é fazer agricultura: o plantar e colher e como organizacionalmente o produto chega ao prato do co-agricultor, na linguagem CSA.</p>
<p>Nessa trilha iniciada, o mundo CSA foi mais uma vez ampliado com a inscrição no curso “CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura – no II Ciclo de Formação em Práticas Comunitárias”, já citado. Um mundo novo CSA que possibilitou revisitar um outro mundo esquecido de filha de agricultores familiares. À medida que o curso foi avançando, desfilava diante de mim muitas cenas dos trabalhos agrícolas da minha família, a forma laboral solitária do plantio, a observação das condições climáticas, a apreensão e o cuidado até a venda da plantação de milho, arroz, ou mesmo a venda de animais – o dia a dia do trabalho sol a sol, chuva a chuva. O que vivia naquele momento<br />
era o que até então não tinha compreendido, o ensinamento de Rudolf Steiner (1924) ao dizer que “A agricultura é o fundamento de toda cultura, tem a ver com todos” e após a leitura da obra de Virginia Mendonça Knabben (2017), Ana Primavesi: histórias de vida e agroecologia, quando tacitamente afirma que “O solo é o Alfa e o Ômega” de tudo. A partir disso compreendi que o meu prato tem muita vida, como passo a narrar na próxima seção.</p>
<p><strong>4 COMO OLHO PARA MEU PRATO HOJE</strong></p>
<p>Estava imersa no curso e já quase finalizando quando foi proposto que cada participante elaborasse ou escrevesse um texto no formato de trabalho de conclusão de curso, e em um estalo veio a mim – “Eureka” Como Olho para meu Prato Hoje, uma percepção a qual nunca havia dado nome e um entendimento – Quem, O que, Como e Onde começa meu prato. Eu, filha de agricultores, não tinha em mente minha percepção do processo e do mundo sobre aquilo que me alimentou e alimenta. EMOCIONANTE essa percepção.</p>
<p>Em um processo de rememoração, voltei às terças-feiras e sextas-feiras, mas não sem antes lembrar que nas segundas-feiras (entre 12h e 15h e, quando preciso, no fim da noite) todos nós, filho e filhas, que ainda estavam na agricultura, éramos responsáveis por higienizar e selecionar os tomates, pimentões, etc&#8230; para serem acomodados em caixas para, no dia seguinte, meu pai entregar nas casas (devidamente definidas) na cidade.</p>
<p>Na mesma esteira, participantes da CSA Sítio Saraquá, às terças-feiras, quando nossos agricultores vêm para a cidade – distribuem em cada ponto de partilha: Centro, Campeche e Itacorubi os cultivos –, estou ciente Quem, O que, Como e de Onde vem aquilo que coloco no meu prato e no prato da minha família – e retomo neste saber o sabor de uma agricultura pautada nos 10 Princípios CSA: ajuda mútua; diversificação da cultura; aceitação de alimentos da época; APREÇO e não preço – um capítulo à parte; criação e aprofundamento de relações de amizade; distribuição independente (autodistribuição); organização compartilhada (gestão); aprendizagem mútua (torna a vida mais leve); manter tamanho apropriado com cultivo e consumo local que promovem uma estabilidade e dignidade para os AGRICULTORES e aqueles que adquirem seus cultivos. Dito de outro modo, teoria e prática,  prática e teoria, são movimentadas por pessoas e reverberam um meio ambiente equilibrado – vida com saúde.</p>
<p><strong>5 UM FINAL PARA ESTE ESCRITO</strong></p>
<p>O objetivo deste texto era compartilhar com leitores e leitoras minha participação na Comunidade que Sustenta Agricultores (CSA), Sítio Saraquá, e mais especificamente narrar como olho para meu prato hoje, atenta à minha participação no curso “CSA – Comunidade que Sustenta a Agricultura – no II Ciclo de Formação em Práticas Comunitárias”, realizado de agosto a dezembro de 2022.</p>
<p>Ao dar uma redação finalizante, mas não esgotada, quero acrescentar que, para além de outro entendimento àquilo que faz parte do nosso “se alimentar” na minha família, os ensinamentos CSA’s refletem-se ainda na diminuição da produção de lixo doméstico seco (menos embalagens), aproveitamento mais variado dos cultivos, menos desperdício. Mesmo que sempre tenha prestado atenção a esse quesito por herança cultural, em muito qualifiquei com este modo de fazer no meu dia a dia.</p>
<p>O tempo, nas palavras de Raduan Nassar, é um pomo exótico distribuído equitativamente entre todos e tudo. Na agricultura o tempo é a justa medida para plantar, colher, preparar e alimentar. O tempo traz diferentes culturas no seu tempo e por isso mesmo nos proporciona mais saúde e alegria de viver. Por fim, mas muito importante lembrar, cabe refletir que comida é saber, sabor e memórias.</p>
<p>FONTES BIBLIOGRÁFICAS (IMPRESSAS &amp; DIGITAIS)</p>
<p>NASSAR, Raduan. Lavoura arcaica. São Paulo: Cia das Letras, 1989.<br />
KNABBEN, Virgínia Mendonça. Ana Primavesi: histórias de vida e agroecologia.<br />
2.ed. ampliada. São Paulo: Expressão Popular, 2017.<br />
PRIMAVESI, Ana. Manual do solo vivo: solo sadio planta sadia ser humano sadio.<br />
2.ed. revisada. São Paulo: Expressão popular, 2017.<br />
SÍTIO SARAQUÁ. Disponível em: &lt;https://saraqua.com.br/&gt;. Acesso em: 18 jan. 2023.</p>
<p>¹. Co-agricultora CSA Sítio Saraquá – Angelina, Estado de Santa Catarina.</p>
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		<title>Coletivo Morro das Panelas: uma história de resistência e atitude em tempos de pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CSA Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 15:22:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto de Maria Teresa Munhoz Salgado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De férias na Juréia, iniciei o ano de 2023 em busca de registros fotográficos sobre iniciativas de economia de suporte comunitário que me apresentassem as potencialidades e fragilidades das vendas diretas de famílias agricultoras da região rural de Peruíbe, com interesse especial aos produtores de alimentos orgânicos e agroecológicos.</p>
<p>Durante a realização desta minha busca, empreendida com objetivo de aprofundar os conhecimentos obtidos durante o ano anterior no II Ciclo de Formação em Práticas Comunitárias Sustentáveis promovido pela CSA Brasil (1) com apoio da ONG Trias (2), tive a alegria de encontrar com a agricultora Suzete A. S. Coutinho responsável, junto com seu esposo Edson, pela reativação, em março de 2020, do Coletivo Morro das Panelas (3).</p>
<p>O Coletivo Morro das Panelas, que faz parte da @redesolidariaperuibeiv, reúne diversos produtores rurais da cidade, agindo para facilitar seus trabalhos e distribuir os alimentos cultivados por seus membros.</p>
<p>O grupo produz hortaliças, legumes, frutas, oleaginosas, processados e dezenas de outros itens, sem venenos maléficos pra nossa saúde e para terra que cultivam.</p>
<p>Com o aumento do número de pessoas em estado de insegurança alimentar no Brasil devido às imposições de isolamento decorrentes da pandemia de Covid-19, optei por observar o uso do território em questão e das atividades do referido Coletivo do ponto de vista da produção (oferta) e do acesso aos alimentos, buscando refletir sobre a concepção do direito humano à alimentação adequada, bem como, sobre os conceitos da cultura do apreço, do comércio justo e da economia solidária.</p>
<p>Para Paul Singerv, a economia solidária é uma crítica ao modo de produção capitalista centrado na competitividade, lucro e hierarquia. Esse pensamento econômico se baseia na propriedade coletiva do capital, na autogestão e na melhoria das condições de vida de forma ampla e igualitária.</p>
<p>Neste cenário, a alimentação é uma das dimensões cruciais a serem analisadas.</p>
<p>Por outro lado, para traçar um diagnóstico do acesso aos alimentos saudáveis, outro conceito fundamental é o dos circuitos curtos de comercialização, que diz respeito aos mercados locais, com a inexistência ou um reduzido número de atravessadores, e, onde há maior nível de inter-relação entre produtores e consumidores.</p>
<p>Assim, para compreender essa dinâmica dos circuitos curtos, após o contato com Suzete e sua história(7), percebi que meus registros deveriam se dar na Feira do Produtor Rural de Peruíbe e na região do Morro das Panelas onde Suzete e sua família viviam.</p>
<p>Em Peruíbe, há áreas destinadas à preservação ambiental da Mata Atlântica, pertencentes ao Parque Estadual da Serra do Mar e a outras unidades de conservação, e, por isso, em muitas situações, o uso agrícola do território se depara com fatores limitantes em razão de aspectos legais(8).</p>
<p>As propriedades rurais que se encontram no Morro das Panelas estão inseridas nessa realidade.</p>
<p>Entre as restrições para o cultivo de alimentos estão as características de clima, solo e relevo litorâneos e, principalmente, as pressões do processo de especulação imobiliária que acirram as disputas pelo tipo de uso do solo na região.</p>
<p>Mesmo neste cenário, contudo, há uma produção agrícola local valorosa e que contribui muito com o abastecimento alimentar em Peruíbe.</p>
<p>Segundo o Levantamento de Unidades de Produção Agropecuária (LUPA)(9), a atividade agropecuária em Peruíbe ocupa área de 5.784 ha com 180 imóveis rurais que são, predominantemente, de pequeno porte e de base familiar (80% do total).</p>
<p>Destacam-se os cultivos da banana, jaca, mexerica, goiaba, milho, feijão, tubérculos, mandioca, hortaliças, palmito pupunha, além de apicultura, piscicultura, avicultura, suinocultura, equinocultura, pecuária mista, produtos processados artesanalmente, turismo rural e de base comunitária(10).</p>
<p>Na Feira do Produtor Rural e da Economia Solidária de Peruíbe, que acontece às quartas-feiras na área central da cidade, são ofertados alimentos orgânicos e agroecológicos in natura, além de produtos alimentícios artesanais como biscoitos, doces, geleias e pães.</p>
<p>Há também a venda de plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e de mudas de plantas medicinais e ornamentais.</p>
<p>No mesmo espaço são comercializados brinquedos e artigos para higiene, vestuário e beleza, bem como, itens confeccionados pela população local tais como bordados, crochê, fuxico, tricô, bonecas de tecido, bolsas, toalhas, caixas decorativas, bijuterias e sabão artesanais.</p>
<p>Ao longo da manhã de 11 de janeiro, data em que realizei meus registros fotográficos desta Feira, escutei relatos dos agricultores que lá estavam presentes a respeito dos desafios diários enfrentados em suas relações com os governos municipal e estadual.</p>
<p>Entre os que mais se repetiram nos diálogos posso elencar:</p>
<ul>
<li>a precariedade das estradas rurais;</li>
<li>a dificuldades no transporte público ligando à zona rural e urbana;</li>
<li>o alto custo do frete para o transporte particular,</li>
<li>a ausência de conectividade no campo que dificulta/impede as vendas pela internet,</li>
<li>a escassez de mão de obra eventual para o apoio no trabalho rural;</li>
<li>a dificuldade de oferta de crédito para compra de insumos (compostagem), equipamentos agrícolas, veículos para logística no transporte da produção e para aquisição de imóveis rurais; bem como</li>
<li>a necessidade da instalação de galpão para a organização da logística da comercialização/recebimento da produção para a distribuição de cestas.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na mesma data, durante a tarde, Suzete me convidou para conhecer a propriedade da agricultora Cristina, uma das participantes do coletivo Morro das Panelas. Aceitei de pronto.</p>
<p>Após cerca de 20 km de estrada de terra eu, Suzete, seu esposo Edson e minha colega Eliane Grasso (nutricionista de Peruíbe), chegamos ao local em que a agricultora vive sozinha com sua filha de 14 anos.</p>
<p>Viúva desde o ano passado (o marido faleceu devido à Covid), rodeada pelas montanhas do Parque Estadual da Serra do Mar, pela mata atlântica e por suas plantas e animais, esta pernambucana arretada vive em um mundo onde o tempo ainda passa devagar.</p>
<p>Depois de nos servir um delicioso suco de cajá-manga colhida no pé, Cristina nos apresentou sua horta. Tomatinhos, buchas, berinjelas, maracujás, caapebas, rabanetes, bananas, taiobas, lírios, jacas e até melão-de-são-caetano cultivados apenas por ela, de forma totalmente orgânica e agroecológica. Entre os animais: galinhas d’angola criadas soltas, peixes, perus, e, ainda, alguns porcos para consumo próprio.</p>
<p>Com orgulho, a agricultora também nos mostrou sua cozinha, que serve de panificadora na região, e, sua pequena quitanda.</p>
<p>Exemplo de força feminina que cultiva a terra, mas também zela pela fauna e flora locais, Cristina nos falou que todos os tipos de “bichos do mato” já visitaram sua casa, mas, que até a onça que vive por lá é “da paz”!</p>
<p>Preocupados com as condições do clima e da estrada, partimos de volta à cidade ao anoitecer, levando conosco os registros de um Brasil cheio de integridade e resistência da floresta que alimenta.</p>
<p>Registros de um Brasil valente, que insiste em florescer.</p>
<p>Os registros fotográficos que realizei podem ser visualizados nos links abaixo pela aba convidados:</p>
<p><a href="https://maitesalgado.fotogo.com.br/feira-de-economia-solidaria-de-peruibe/" target="_blank" rel="noopener">https://maitesalgado.fotogo.com.br/feira-de-economia-solidaria-de-peruibe/</a></p>
<p><a href="https://maitesalgado.fotogo.com.br/agricultora-cristina/" target="_blank" rel="noopener">https://maitesalgado.fotogo.com.br/agricultora-cristina/</a></p>
<p>Palavras-chave: economia de suporte comunitário, agricultura familiar, comercialização, sistema de produção orgânica e agroecológica.</p>
<p>1 <a href="https://csabrasil.org/csa/" target="_blank" rel="noopener">https://csabrasil.org/csa/</a>. Acesso em: 15-01-23</p>
<p>2 https://www.trias.ngo/en/. Acesso em: 15-01-23</p>
<p>3 <a href="https://www.facebook.com/groups/902961327123276/?locale=pt_BR" target="_blank" rel="noopener">https://www.facebook.com/groups/902961327123276/?locale=pt_BR</a> Acesso em: 15-01-23</p>
<p>4 https://www.instagram.com/redesolidariaperuibe/. Acesso em: 15-01-23.</p>
<p>5 SINGER, P. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002.</p>
<p>6 DAROLT, M. R. Conexão ecológica: novas relações entre agricultores e consumidores. Londrina: IAPAR, 2012.</p>
<p>7 <a href="https://youtu.be/2X-eqVmegls" target="_blank" rel="noopener">https://youtu.be/2X-eqVmegls</a> (entrevista com o Suzete realizada pelo Projeto Agroecos em 26/01/2021). Acesso em: 15-01-23.</p>
<p>8 <a href="https://mapcarta.com/pt/37129032" target="_blank" rel="noopener">https://mapcarta.com/pt/37129032</a>. Acesso em: 15-01-23.</p>
<p>9 SÃO PAULO (Estado). Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Instituto de Economia Agrícola. Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável. Projeto LUPA 2019: Censo Agropecuário do Estado de São Paulo. São Paulo: SAA: IEA: CDRS. Disponível em <a href="https://www.cdrs.sp.gov.br/projetolupa/" target="_blank" rel="noopener">https://www.cdrs.sp.gov.br/projetolupa/</a>. Acesso em: 15-01-23.</p>
<p>10 RAMOS, S. de F.; CALGARO, H. F. Circuitos Curtos de Comercialização: organização social, pesquisa e extensão rural nas Feiras do Produtor Rural em Peruíbe, Estado de São Paulo. Análises e Indicadores do Agronegócio, São Paulo, v. 16, n. 12, p. 1-11, dez. 2021. Disponível em: <a href="http://www.iea.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=15992" target="_blank" rel="noopener">http://www.iea.sp.gov.br/out/TerTexto.php?codTexto=15992</a>. Acesso em: 15-01-23.</p>
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		<title>Impressões do curso: Economia de Suporte Comunitário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[CSA Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 15:10:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Vivências]]></category>
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					<description><![CDATA[Curso inspirador: desperta reflexões, integração global e ação para um mundo mais justo e sustentável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para além da busca por conhecimento e extrapolando todas as minhas expectativas, o curso ECONOMIA DE SUPORTE COMUNITÁRIO traz Luz ao caminhar.</p>
<p>Sua proposta pedagógica é um despertar coletivo e também individual frente aos assuntos mais diversos e relevantes que compõe nossa vida como seres humanos, usando para esse fim uma metodologia marcante a começar pelo brilhante corpo docente capacitado a conduzir cada encontro de forma instigante com conteúdo profundo, embasado e sobretudo transparente em seus temas.</p>
<p>Provocando em cada encontro reflexões acerca das dinâmicas, padrões e escolhas tanto íntimas como em ambiente corporativo, até cenários mais abrangentes do homem anímico e suas diversas tendências físicas, materiais, mentais e espirituais.</p>
<p>O curso integra pessoas de localidades geográficas distintas e assim enriquece cada um dos participantes com uma oferta de possibilidades para aprender diferentes maneiras de contribuição positiva a um mundo mais justo e inclusivo, através do aporte das ricas experiências de um grupo eclético, atuante em ativismos e em assuntos inerentes ao desenvolvimento do ser humano, atravessando barreiras físicas e temporais pelo uso de ferramenta digital.</p>
<p>Já no primeiro encontro um impacto existencial: relembrar a história do Brasil sob o olhar daqueles que estão na lida, na labuta, nas camadas mais produtoras de trabalho, descortinando a realidade exploratória de nossos recursos naturais e também das relações humanas opressoras e desclassificatórias, um tanto impregnada em nosso país, foi extremamente desafiador!</p>
<p>Esse despertar nos chamou para tomada de atitudes, sejam elas, no ambiente corporativo, familiar, nas mais diversas formas de interação e integração levando em conta o divisor de águas que inunda o mundo e permite acesso “ilimitado” de informações, através das plataformas digitais.</p>
<p>Passamos para o segundo encontro ainda mais marcante que desvela o pesar de estatísticas, números e afins em um mergulho profundo no binômio (trabalho x recursos humanos), que claramente demonstrou a urgência vital a rever essa relação, o custo das exigências cada vez mais intangíveis, inalcançáveis de metas de mercado e capital.</p>
<p>Partimos para uma profunda provocação, um realinhamento de dois pontos fundamentais para aqueles que buscam harmonizar-se com o todo, com sua essência e com firmeza e segurança reprogramar a rota a partir das questões sobre a utilização de nosso tempo, o que é perene, fecundo e frutificante nessa passagem do homem pela terra.</p>
<p>Tão importantes quanto as primeiras atividades, tivemos contato com premissas organizacionais que permitiu aos participantes aprendizagem em foco, a lembrança do quão importante é o encontro de pessoas para abordagem de assunto de toda natureza, se bem intencionada e organizada pode trazer ideias e soluções brilhantes a todos.</p>
<p>Coletivamente sou co agricultora de uma CSA e percebi a validação desse curso como ponte para outros desafios pessoais e coletivos em busca de “ curativos” para nosso planeta, nossa mãe terra, nosso íntimo que está entrelaçado a tudo e a todos.</p>
<p>O curso nos coloca numa perspectiva de ação ilimitada, nos apresenta o mundo histórico, como foi, como está e como pode ficar permitindo assim o despertar de nossas potencialidades no trato com a vida da terra e de todos os seres que nela habitam.</p>
<p>Temporalmente o curso terminou mas as sementes plantadas com tanto primor e respeito, reverberarão em meu ser com profundo sentimento de gratidão pela oportunidade da participação, pelo acolhimento e respeito sendo esses pontos altos de todos os encontros.</p>
<p>Agradecida,<br />
<em><strong>Shirley Nardelli Francisco</strong></em></p>
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		<title>Curso CSA EAD &#8211; III CICLO DE FORMAÇÃO EM PRÁTICAS COMUNITÁRIAS SUSTENTÁVEIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Jul 2023 18:04:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[EAD CSA]]></category>
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					<description><![CDATA[Temos o prazer de anunciar nosso próximo curso EAD sobre CSA - Comunidade que Sustenta a Agricultura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <b>CSA BRASIL</b>, em parceria com a <b>TRIAS</b>, oferece o <b>III Ciclo de Formação em Práticas Comunitárias Sustentáveis</b> – curso no formato EAD:<br />
“<b>CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura)</b> – Da cultura do preço para a cultura do apreço”</p>
<p><b>Carga Horária</b>: 9 horas</p>
<p>O Curso será realizado, conforme cronograma descrito no detalhamento que segue adiante, no período de 8 de agosto a 12 de setembro/2023 (terças-feiras), via plataforma zoom.</p>
<p><b>Cronograma e Conteúdo a ser abordado:</b></p>
<p><b>AGOSTO:</b><br />
DIA 08 (das 19h30 às 21h30): Visão geral do curso. O que é a CSA e princípios da CSA.<br />
DIA 15 (das 19h30 às 20h45): O que a CSA tem a ver com a arte?<br />
DIA 22 (das 19h30 às 20h45): Histórico da CSA e Construir comunidades a partir dos indivíduos<br />
DIA 29 (das 19h30 às 20h45): Como começar uma CSA? Primeiros passos e ações.</p>
<p><b>SETEMBRO:</b><br />
DIA 05 (das 19h30 às 20h45): Estruturação de uma CSA<br />
DIA 05 (das 19h30 às 21h30): Continuação da estruturação de uma CSA</p>
<p><strong>Inscrições encerradas! Em breve mais informações sobre novos cursos!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>XIII Formação em CSA &#8211; CSA Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 19:43:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[“da cultura do preço para a cultura do Apreço”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#x1f4e3; É com muita alegria que anunciamos o retorno da nossa formação presencial em Comunidade que Sustenta a Agricultura!</p>
<p>&#x1f30e; Nossa formação é voltada à todes, agricultores e consumidores.</p>
<p>&#x1f91d; Se você quer saber mais sobre CSA, iniciar ou aprimorar uma iniciativa em sua localidade, venha participar dessa imersão conosco!</p>
<p>&#x1f5d3;&#xfe0f; De 4 a 7 de Maio de 2023</p>
<p>&#x1f4cd;Demétria &#8211; Botucatu/SP</p>
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		<title>O FUTURO NÃO TEM PREÇO &#8211; 11 Anos da CSA Demétria.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2022 17:02:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[CSA Demétria]]></category>
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					<description><![CDATA[O verdadeiro alimento tem, sempre, que se tornar comida. E toda comida deveria, sempre, ser um verdadeiro alimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para a maioria das pessoas é difícil compreender quando dizemos: Numa CSA &#8211; Comunidade que Sustenta a Agricultura &#8211; não existe compra, e também não existe venda.<br />
O que uma CSA faz é: dar apoio, incondicional, a Causa Social Agrícola.</p>
<p>Apoio incondicional significa que a contribuição feita pelos Membros, Co-Agricultores, de uma CSA não está condicionada a produtos e mercadorias, como ocorre em Grupos de Compra.</p>
<p>CSA não é Grupo de Compras, nem Grupo de Consumo Consciente (é preciso dizer: ainda bem que também existem estes grupos), CSA é literalmente uma &#8220;Comunidade que Sustenta a Agricultura&#8221;.</p>
<p>Isto significa que as pessoas que se juntam numa CSA assumem junto ao Agricultor os possíveis riscos e prejuízos do Trabalho Familiar Agrícola.</p>
<p>Numa CSA dividimos também a Abundância, recebemos a mais nas Cestas de Alimentos orgânicos semanais quando a colheita é farta, e muitas vezes é.</p>
<p>Nada prejudica mais o trabalho Familiar Agrícola que a incerteza: Plantar, para quem?<br />
Essa questão torna a Agricultura Familiar vulnerável, sensível a especulação e a exploração do mercado.</p>
<p>&#8220;O mercado/capital é INDIFERENTE A QUEM ELE EXPLORA.&#8221; (Wilson do Nascimento Barbosa)</p>
<p>Isso é o que gera a falsa impressão/discurso da escassez. Sim, a escassez é um falso discurso.</p>
<p>&#8220;Nós já resolvemos a questão da escassez. O que precisamos agora é distribuir direito.&#8221; (Sidarta Ribeiro)</p>
<p>E pra distribuir direito, precisamos resolver a questão do acesso.<br />
E a questão do acesso é a questão do &#8220;Como se organizar.&#8221; &#8211; Com os recursos que tivermos, onde estivermos.</p>
<p>Havendo organização, o plantio (no caso da Agricultura Familiar) pode ser orientado conforme as necessidades da real demanda.<br />
&#8220;O mercado não faria isso, já que dirige tudo de forma anarquicamente casual.&#8221; (R. Steiner)</p>
<p>As mesmas ideias e conceitos poderíamos aplicar em qualquer área.<br />
Isto é tão verdade, que o mercado/capital o faz, a seu modo, sempre visando o lucro, síntese da exploração e do acúmulo.</p>
<p>Até quando a sociedade viverá sem se quer refletir a respeito?</p>
<p>O Movimento de CSA&#8217;s no Brasil traz estes conceitos para o Campo prático, dentro de um modo de economia Solidário.</p>
<p>Nestes poucos 11 anos de CSA Demétria &#8211; Horta do Marcelo estamos cada vez mais próximos de gerar Alimentos em conformidade com as reais necessidades, com um excedente &#8220;racional&#8221;, encaminhado e distribuído a quem não tem condições de contribuir financeiramente, mas que também tem direito de acesso.</p>
<p>O verdadeiro alimento tem, sempre, que se tornar comida. E toda comida deveria, sempre, ser um verdadeiro alimento.</p>
<p>Um caminho possível.<br />
Uma &#8220;Oficina para o Futuro&#8221;.</p>
<p>APOIE OS MOVIMENTOS SOCIAIS.<br />
O MUNDO NÃO MUDA SOZINHO.<br />
O MUNDO PRECISA DE GENTE QUE FAZ.</p>
<p>(Carlos Lira).</p>
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		<title>1° Formação em CSA (Comunidade que Sustenta a Agricultura) do Vale do Paraíba SP</title>
		<link>https://csabrasil.org/csa/1-formacao-em-csa-comunidade-que-sustenta-a-agricultura-do-vale-do-paraiba-sp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 May 2022 16:12:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma Escultura Social: chamando o Artista dentro de cada um!]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[		<div data-elementor-type="wp-post" data-elementor-id="1402" class="elementor elementor-1402" data-elementor-post-type="post">
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									<p>O curso aconteceu do dia 21 ao dia 24 de abril, no Sítio Ecológico, dentro do Assentamento Nova Esperança 1 em São José dos Campos. O evento foi a materialização de todo um movimento de CSA no Vale do Paraíba! Um trabalho intenso entre Agricultores, Co- Agricultores e interessados, foi fiado com várias mãos um tecido social que propiciou um trabalho organizado de forma totalmente colaborativa e voluntária.  A organização do espaço, hospedagem, Alimentação, divulgação, material, contribuições financeiras, doações, limpeza&#8230;. e todo o necessário para o curso acontecer. Foram aproximadamente 40 pessoas: Agricultores, Co- Agricultores e interessados em conhecer ou começar novas CSA. Um curso colaborativo, construído por várias mãos, uma escultura social semeando a cultura do apreço.  O primeiro curso da CSA dentro de um assentamento da reforma agrária!!!</p><p><span style="color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );">Tendo os princípios que norteiam uma Comunidade que Sustenta a Agricultura como pilar, trabalhamos nos fundamentos e dia a dia destas comunidades.    Atividades artísticas, visitas às hortas, conversa com os Agricultores enriqueceram junto com a presença da Valéria Paschoal e Luciana Gomes foram criando um entendimento do que é uma CSA.  Valéria, nutricionista que nos acompanha há muito tempo e Luciana que trouxe como planejar o cultivo para uma CSA. Vale destacar a preciosa contribuição d@s Agricultor@s de CSA do Assentamento: Waldir (CSA Sítio Ecológico), Altamir e Taís (CSA Guajuvira) e Luciano (CSA Sítio Ecológico).</span></p><p>Os diversos encontros conversas e trocas de experiência foram um aspecto fundamental nesta construção, formando uma conexão amorosa e calorosa em direção ao futuro!</p><p>Uma profunda gratidão a todos que possibilitaram este encontro e que sigamos em nossas intenções de um mundo mais justo e fraterno!</p><p>Que bom a retomada dos cursos presenciais. Que venham outros mais.  Em breve divulgaremos em nosso site e mídias sociais.</p>								</div>
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		<title>Bem vindos ao novo site da CSA Brasil</title>
		<link>https://csabrasil.org/csa/novo-site-da-csa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Apr 2022 14:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CSA Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Novo site]]></category>
		<category><![CDATA[Site]]></category>
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					<description><![CDATA[CSA é um caminho que proporciona mais sustentabilidade]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De que forma se pode nos dias atuais, apesar de uma economia de mercado globalizada, manter se uma agricultura familiar e diversificada, uma agricultura que produz alimentos frescos e saudáveis e ao mesmo tempo protege e cuida da natureza e da cultura de suas paisagens? Uma agri-cultura.</p>
<p>O conceito de uma Comunidade que Sustenta a Agricultura <em>(Community Supported Agriculture)</em> denominada CSA, nos apresenta uma prática de sucesso para um desenvolvimento agrário sustentável e o escoamento de produtos orgânicos de uma forma direta ao consumidor, criando uma relação próxima entre quem produz e quem consome os produtos.</p>
<p>CSA é um modelo de um trabalho conjunto entre produtores de alimentos orgânicos e consumidores: um grupo fixo de consumidores se compromete por um ano (em geral) a cobrir o orçamento anual da produção agrícola. Em contrapartida os consumidores recebem os alimentos produzidos pelo sitio ou fazenda sem outros custos adicionais. Desta forma o produtor sem a pressão do mercado e do preço, pode se dedicar de forma livre a sua produção. E os consumidores recebem produtos de qualidade, sabendo quem os produz e aonde são produzidos.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-185" src="https://agenciaonly.com.br/clientes/csabrasil/wp-content/uploads/2021/11/maos-com-mudinha-300x183.jpg" alt="" width="300" height="183" /></p>
<p>CSA, uma Comunidade que Sustenta a Agricultura oferece uma nova forma de economia em uma atuação conjunta com agricultores ativos e agricultores passivos, para a produção de alimentos. Uma nova forma que oferece vantagens para a terra, plantas, animais e o homem. Nos últimos anos o conceito da CSA despertou grande interesse nos âmbitos de desenvolvimento regional, alimento e agricultura orgânica. Em 2011 no Fórum Mundial de Porto Alegre, o conceito da CSA foi apresentado como um dos favoritos com grande potencial de futuro.</p>
<p>CSA BRASIL começou o seu trabalho no ano de 2011 com a meta de proteger as pequenas estruturas agrícolas através da formação de sítios da CSA em diferentes localidades. E para contribuir de forma efetiva com a melhora da situação alimentar de crianças e adultos. No Brasil existem hoje projetos em vários Estados. Você pode se informar mais sobre Associação aqui em nosso site.</p>
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		<item>
		<title></title>
		<link>https://csabrasil.org/csa/662/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2017 16:07:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
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					<description><![CDATA[Nosso curso é composto por dois módulos: Filosófico e Prático e tem carga horária de 32 horas. Acontece duas vezes ao ano, fique atento as datas para fazer sua inscrição. Módulo Filosófico: [devider size=&#8221;full&#8221; thickness=&#8221;1px&#8221; ] Em nosso tempo devemos reconhecer que sem o direito da mãe Terra não há direitos humanos. No momento em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h5 style="text-align: left;">Nosso curso é composto por dois módulos: Filosófico e Prático e tem carga horária de 32 horas. Acontece duas vezes ao ano, fique atento as datas para fazer sua inscrição.</h5>
<p class="p1"><span class="s1">Módulo Filosófico:</span></p>
<p>[devider size=&#8221;full&#8221; thickness=&#8221;1px&#8221; ]</p>
<p class="p1"><span class="s1">Em nosso tempo devemos reconhecer que sem o direito da mãe Terra não há direitos humanos. No momento em que nós reconhecemos isso, estabelece-se um laço sagrado entre ser humano eTerra. Um laço que se encontra nas cosmologias espirituais de várias culturas. Atingimos uma época empolgante se, no caminho para um novo estado de consciência, podemos renunciar aos velhos cismas entre norte e sul, entre produtores e consumidores e entre agricultores e cientistas. Nesse processo, a Terra é o fundamento da nova civilização.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Quando começamos a encarar o mundo não mais como um grão de poeira no universo, mas como uma semente de uma planta que quer germinar, cheia de futuro, alcançamos possibilidades totalmente novas. Devemos aceitar apenas que somos nós que criamos ma boa base para o aprender, principalmente a entender o mundo como uma escola, como uma oficina para o futuro. E as oficinas são constituídas por todos nós juntos.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Como ser criativo, o ser humano tem a capacidade de atuar criativamente, não somente no âmbito dos tipos de artes tradicionais, mas também de formar artisticamente a estrutura social. Na escultura social o ateliê situa-se entre as pessoas. No entanto necessitamos de campos de atividades nítidos, nos quais podemos trabalhar uns com os outros de maneira igualitária. A tarefa é formarmos-nos como grupo em uma nova cultura de relacionamento. </span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Como podemos desenvolver esta nova cultura de relacionamento sem que eu abandone o desenvolvimento da minha própria personalidade, que reconheço necessário, sem ferir a igualdade do outro, e ao mesmo tempo agir fraternalmente?</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Nós não temos muita consciência, o quão grandiosa é a contribuição de um sítio/fazenda e o trabalho com a natureza. Eles são essenciais para o desenvolvimento de nossa vida interior (anímica) e a formação de nossas habilidades sociais. E esses são aspectos fundamentais da agricultura e dos sítios/fazendas do futuro.</span></p>
<p class="p1"><span class="s1">Através de exercícios artísticos e reflexões, vamos nos acercar destes temas.</span></p>
<p class="p1">Módulo Prático:</p>
<p>[devider size=&#8221;full&#8221; thickness=&#8221;1px&#8221; ]</p>
<p class="p1"><span class="s1">As seguintes perguntas serão trabalhadas:</span></p>
<ul class="ul1">
<li class="li1"><span class="s1">quantas pessoas nós precisamos para começar uma CSA?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Onde nós encontramos membros para uma CSA?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como preparar um primeiro encontro com os interessados?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como podemos divulgar a idéia da CSA?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como nós encontramos um agricultor?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Qual perfil o agricultor precisa ter?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Qual o tamanho da área necessária?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Onde está o sítio hoje?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Onde se pode desenvolver?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Quais são os custos do sítio hoje?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Qual seria o custo do sítio no futuro?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">O trabalho deve ser feito no sítio?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">O trabalho pode/deve ser feito pelos consumidores?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como vamos coordenar grupos de trabalho para:</span></li>
</ul>
<blockquote><p><strong>Contabilidade?</strong><br />
Logística?<br />
Organização do trabalho?<br />
Comunicação interna (jornal, festas&#8230;)<br />
Comunicação externa (website, blog, emaisl?)<br />
Relações Públicas (imprensa, rádio, televisão)</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<ul>
<li class="li1"><span class="s1">Quais produtos o CSA pode oferecer?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como planejar a diversidade no campo?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Qual a relação entre CSA e agricultura orgânica/biodinâmica?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como criar uma rede local para juntar vários agricultores?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como organizar i trabalho no campo com os membros?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como podemos dividir o trabalho voluntário?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como criar uma contabilidade?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como criar uma coordenação?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como podemos https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2021/11/mulher-com-tomates.jpgistrar o projeto?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Que formas legais nós precisamos?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como nós planejamos a abertura do projeto?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Como criar os entrepostos?</span></li>
<li class="li1"><span class="s1">Quais contratos nós precisamos?</span></li>
</ul>
<p class="p1"><span class="s1">Público Alvo: todos (agricultores e consumidores) que queiram iniciar projetos do CSA em suas cidades ou que já começaram uma CSA.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>II Formacão em CSA em Brasília</title>
		<link>https://csabrasil.org/csa/ii-formacao-em-csa-em-brasilia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 04:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cursos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://csabrasil.org/csa/?p=933</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3.png"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-934" src="https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3.png" alt="csa 2017 - 3" width="940" height="788" srcset="https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3.png 940w, https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3-300x251.png 300w, https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3-540x453.png 540w, https://csabrasil.org/csa/wp-content/uploads/2017/04/csa-2017-3-800x671.png 800w" sizes="(max-width: 940px) 100vw, 940px" /></a></p>
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